segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Antunes e Bandeira - O Lobo se Estrepa

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Antunes e Bandeira - A Feiticeira da Baixada

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Transcomunicação Instrumental

Amor à TCI

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A TCI e o Amor

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Adeus Era Dos Peixes - Uma Luz No Fim Do Túnel

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Tci - A Vida e a Morte

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As Aventuras de Hans Staden - Editora Globo


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Minotauro - Editora Globo




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domingo, 15 de novembro de 2009

Blau e To Read Is








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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Girls Night Out - Joanna Quinn, 1987

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PRECE PARA AS MUSAS 3


URANIA


Oh, musa misteriosa
Que guarda tantos segredos,
Dona do tempo e do espaço,
Amiga silenciosa,
Tanto sabe dos meus medos,
Que me deu, desde criança,
A semente da lembrança,
Me acolheu no seu regaço.
Agora, mais uma vez,
Vejo o fim de uma jornada
E lá estás sorridente
Como tantas vêzes fez
Sem que me pedisses nada.



Será que, de algum modo,
Tu estás o tempo todo
Para trás e para frente?
Para ti eu nada peço
Pois nada me faltará;
Sabes o que é bom para mim.
És o fim e o começo,
Estás aqui e acolá,
Me levando pelos céus
Embalando os sonhos meus,
Ao meu lado até o fim.


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PRECE PARA AS MUSAS 2


CALIOPE

Me ensinaste nesta vida
A eloqüência do traço,
Mil palavras num desenho
Poderão ser definidas:
É isto que hoje faço.
Será que o fatal momento
Me trará o esquecimento?
Perderei todo o engenho?
Aos teus pés, então eu rogo,
Abençoa minhas mãos,
Não me abandones jamais.
Se o sono vier logo
Apagando os sonhos vãos
Estando, então, ao teu lado,
Serei aluno aplicado
Para compreender-te mais.
Num delírio de carmim,
Mergulhado no amarelo,
Num azul redemoinho,
Traz o verde para mim,
Deixa-me exprimir o belo.
Da Terra, todos amores
Que se transformem em cores
E nunca estarei sozinho.


TERPSICORE

A graça que vem da graça,
O fluir do movimento,
Tão delicado gesto,
Suave passo da dança,
Todo o belo num momento,
Todo o vigor da ação,
Ao bater do coração...
Irmã, primitivo incesto.
Desce sobre mim teu dom,
Como um voo no infinito,
No vigor do salto certo.
Repercute em mim teu som,
Teu escravo mais bonito.
Dá um beijo em minhas mãos
Contém-me os gestos vãos
Mas o coração aberto.
Como em toda natureza
A harmonia reproduz,
Deixa-me pousar em ti,
Transportar tua beleza,
A face cheia de luz!
Como amante do artista,
Faz de mim protagonista
Eu que sempre a ti servi.

POLIMNIA

No princípio era o Verbo
E o Verbo estava em ti:
Foi assim que a luz se fez.
Da palavra fiz-me servo,
Mil abusos cometi
Como bruto diamante
Até ter-te como amante,
Ensinaste-me tuas leis.
Imperatriz da Babel!
Ilumina meu teclado
Traz prazer aos lábios meus...
Quando estiver no céu
Quero-te sempre ao meu lado
Estarei com a mente aberta
Minha alma toda alerta
Ao descerrares teus véus.
Uma tortuosa estrada
Que esconde mil tropeços_
Aprendi que assim é a vida_.
Mas eis o fim da jornada
Propondo novo começo.
Bem conheço o teu caminho
Não mais pisarei no espinho
Se me guiares, querida.


ERATO

Quantos cantam tua glória
E os prazeres do amor
Sem ter visto teu semblante?
Nenhum canto da memória
Guarda teu suave olor.
Nas vidas que eu vivi
Nenhum sinal há de ti,
Oh, fugidia amante.
No entanto, tu tocaste
Meu peito constantemente,
E de amores me desfiz.
Sonhos e sonos roubaste
Com a paz da minha mente.
O meu coração à solta
Sem pedir nada de volta,
Entre ditoso e infeliz.
Porém beijar os teus versos
É como beijar tua boca
E ficar embriagado...
Aqui, aos teus pés, te peço
Essa experiência louca
Do amor universal
E incondicional;
Ser por todos eu amado.

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PRECE PARA AS MUSAS 1


EUTERPE

Quando ‘inda nada sabia
Ouvi a tua doce voz
Ao me levar a dormir.
Quando acorda, o próprio dia,
Ou colorem os arrebóis,
São trazidos pelo canto
Da Natura o acalanto
Que tu mandas sem sentir.
Verdadeira luz divina
Que flui, invisível vento,
Como um beijo de Zeus,
Toca meu peito, menina,
Aplaca meu sofrimento,
Acalma meu coração,
Deixa-me ouvir a canção,
Me embala nos braços teus.
Agora, no meu poente,
Te ouço uma vez mais
Ao mudares meu destino.
Que virá como um presente.
Quando em mim descer a paz
Traz-me de volta à vida
Para ser a glória ouvida
Pelos lábios de um menino.


MELPOMENE

Oh, querida companheira
Incansável testemunha
Dos passos do meu Calvário!
Ao meu lado a vida inteira
Ainda quando eu supunha
Ser possível ser feliz
A contradizer quem me diz
O oposto do contrário...
Desde meu primeiro choro
Tomaste-me no teu seio
Pois de dores são teu mundo,
As lágrimas o teu tesouro
O sorriso teu receio.
Mas tem de ser mesmo assim?
Por que não tens dó de mim?
Será só o negror fecundo?
Promessas de póstuma luz
Fim da mediocridade
O silêncio companheiro...
Pega-me a mão, me conduz Imune à perversidade
E às mágoas que traz a dor
Troca as penas pelo amor
Fecunda meu ser inteiro!

CLIO

Do ser humano o estigma
Em sua breve trajetória
Também em mim permaneces
Como meu maior enigma
Ao relatar minha história
De fatos inusitados
E nunca dantes sonhados...
Doce musa, ouve-me as preces!
Em mim se fundem os sonhos
E o pó da longa estrada:
Me premiaste com os dois.
Se em meus olhos tristonhos
De tão dura caminhada
Puderes ler meus desejos,
Oh, me adormece com beijos,
Com eles virei depois.
Permite que o futuro
Que adivinho no presente
Irradie o teu amor,
Afugenta o escuro
Com tua égide fulgente,
Deixa contar teus heróis,
Faz de mim teu porta-voz,
Faz de mim o teu cantor.


TALIA

Ao sorriso, a vitória!
A coroa à alegria!
É por ti que voltarei
Para me livrar da escória
Que há tanto me agredia!
Caminha, pois, ao meu lado,
Faz de mim o teu soldado,
Faz-me saber o que já sei.
A luz é como um balão
Iluminando as estrelas
Com admiração seguido...
Mas logo ele vem ao chão
E esquecem as coisas belas.
A desdita faz sua entrada
Do balão não poupa nada,
Com pauladas é abatido.
Sê, portanto, vigilante,
Vela por mim com vigor
Que prometo te servir.
Dá-me um rosto radiante
Um sorriso vencedor!
Se estiveres ao meu lado
Não terei fardo pesado
No caminho que há por vir.

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