terça-feira, 30 de agosto de 2011

QUANDO O HOMEM SONHA – A MAN HAS DREAMS – O CRIADOR 1

“How can I believe in God when just last week I got my tongue caught in the roller of an electric typewriter?”

“Como posso eu acreditar em Deus se na semana passada a minha língua ficou presa no rolo de uma máquina de escrever elétrica?”

Woody Allen

A religião nasceu quando o primeiro homem olhou em volta e não entendeu. A colheita foi boa, então Deus está feliz. Aconteceu um terremoto, então Deus ficou enfezado com alguma coisa. Parou de chover, então quem sabe um sacrifício humano faça Deus mudar de idéia? Choveu demais? Caramba. Sacrificamos a pessoa errada. Em outras palavras, o homem adaptou a noção de Deus à sua própria condição, ou criou Deus à própria imagem, garantindo justo o oposto para que ficasse mais fácil de acreditar.

Religion was born when the first man looked around and didn’t understand anything. The harvest was good, so God is happy. A devastating earthquake? God is angry with something. No rain? Maybe a human sacrifice may please God and maybe he will change his mind? Too much rain? Aw gosh. We sacrificed the wrong guy. In other words, men adapted the notion of God to his own conditions, or created God according to his own image, telling the opposite to make it easier to swallow.





Eu ouvi certa vez esta fábula: numa folha de papel estavam dois pontos quietinhos, quando uma esfera começou a atravessar o papel. Ao tocar a folha, a esfera pareceu apenas um ponto, e um dos pontos se alegrou. Oba! Temos companhia! Mas o ponto virou um círculo que começou a crescer, crescer... E a diminuir, diminuir, até virar outro ponto, e sumiu. Os dois pontos se ajoelharam pelo fenômeno que acabaram de presenciar, prometendo espalhar a notícia pela folha toda.

I heard this fable long ago: on a paper sheet two dots were minding their own business, when a sphere started to cross the paper. As it touched the sheet, the sphere looked like a dot, and filled one of the dots with joy. Wow! We got company! But the intruder became a circle, growing and growing... Then shrinking, shrinking, until it became another dot, and then disappeared. The two dots fell on their knees amazed by the phenomenon they had just witnessed, promising to spread the news all over the paper sheet.


Nós já passamos da época ingênua de considerar nosso minúsculo planeta como o centro do Universo. Certamente estamos num paraíso que levou alguns bilhões de anos até que o primeiro homem descesse das árvores e aprendesse a falar. Mas a noção de que Deus usou sua própria imagem como modelo para criar a humanidade permanece enquanto ficamos presos em superstições milenares apesar das evidências científicas. Alguém, um dia, irá dizer: mas Deus é muito maior do que a sua criação; isto é, não adianta tentar reduzi-lo à nossa mediocridade. Um ser humano preso na terceira dimensão não tem condições de entender algo que transcende o tempo e o espaço. Do mesmo modo que aqueles dois pontos no papel não têm elementos para compreender uma esfera.

We have long passed the naive time to consider our tiny planet as the center of the Universe. Certainly we live in a paradise that took billions of years till the first man would come down the trees and learned to talk. But the notion God using his own image as a model to create the human beings still remains while we are stuck in millenary superstitions even against scientific evidence. Someone, someday, will say: but God is bigger than his creation; or, we shouldn’t try to shrink him into our mediocrity. A human being stuck in three dimensions has no means to understand what transcends time and space. Just like those two little dots on the sheet have no elements to understand a sphere.

Continuaremos – To be continued.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

QUANDO O HOMEM SONHA – A MAN HAS DREAMS – CIDADES-ESTADO

“Everything is funny if you can laugh at it.”

“Tudo é engraçado, desde que você ria.”

Lewis Carroll


Os Profetas da Maldição têm razão: há preocupações de sobra à nossa volta. Para falar a verdade, a Armageddon já aconteceu no momento em que o primeiro homem pisou na Terra, e agora o planeta tem que se safar do intruso. Que bomba nós estamos deixando para as próximas gerações, hem? Mas será que todos os países estão no mesmo patamar? Como vamos reagir aos desafios que podem nos jogar de volta às cavernas?

The Prophets of Doom are right: there are enough worries all around us. To be precise, the Armageddon already happened right when the first man stepped on Earth, and now the planet has to get rid of the intruder. What a bomb we are leaving to the next generations, huh? But are all countries at the same level? How are we going to react to the challenges that might throw us back to the caves?


O desafio econômico: a História se repete? Já vimos impérios crescendo e caindo aos pedaços. Como o corpo humano, a economia tende à obesidade. Desperdiçar quer dizer crescer; as peças têm de ser repostas e dar lucro aos investidores. A humanidade cresce desigualmente e a grande maioria não tem as mesmas condições de consumo das gerações passadas. Como crescer, então? Criando mais objetos de desejo, tornando obsoletas as coisas que acabamos de comprar. É esta a causa do crescimento da tecnologia: a ganância, não o amor pela pesquisa. Paciência. Somos assim, temos de nos aceitar deste jeito. O passado nos ensinou que as grandes tensões (e a peste negra) nos levaram a guerras de extermínio; e daí resultaram os grandes períodos dourados como a Renascença. Não há nada de novo sob estes céus. Algum conflito dará jeito no desequilíbrio.

The economic challenge: History repeats itself again? We’ve seen empires growing then falling apart. Like the human body, economy tends to obesity. Waste means growth; the pieces must be replaced to generate profit to the investors. Humanity grows uneven and most of us can’t cope with consumption conditions of past generations. How do we grow, then? Creating more desirable objects, making obsolete the things we just bought. This is what moves technology: greed, not the love for pure research. Patience. This is the way we are, let’s accept ourselves. The Past teaches us the great tensions (or the plague) drove us to annihilation; thus resulting golden eras like Renaissance. There’s nothing new under the Sun. Some major conflict shall bring economy to balance.



É ingênuo achar que algum país passará incólume à tragédia econômica. Estamos todos ligados. Se alguém afunda na África, outro se afoga na Austrália. Não tenho idéia da extensão de um choque econômico. As moedas vão deixar de existir? Os bancos vão se tornar obsoletos? Vamos trocar nosso sofá por uma pizza? É certo que os governos municipais vão tomar alguma providência, criando círculos de abastecimento e de serviços em volta das grandes cidades, no modelo das cidades-estado, que funcionavam muito bem na Antiguidade. Isto evitará o encarecimento por causa do transporte e da especulação. Mas resultará num aumento da rivalidade entre as cidades e talvez no fim da unidade dos governos centrais.

It’s naive to believe some country can pass tragedy unharmed. We are all connected. If someone in Africa falls into the ocean, another guy drowns in Australia. I have no Idea of the extension of an economic chaos. Will currencies disappear? Will banks become obsolete? Are we going to trade our sofa for a pepperoni pizza? It is certain the Municipal governments should take the right steps, creating circles of supplying and services around the great cities, following the model of city-states, which worked so well in ancient times. This avoids the increasing of price by transportation and speculation. But can result in the stress of rivalry among cities and the end of unity of central governments.


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terça-feira, 23 de agosto de 2011

QUANDO O HOMEM SONHA – A MAN HAS DREAMS – GOOGLELAND VERSUS DISNEY 3

“Innovation distinguishes between a leader and a follower.”

“A inovação é o que diferencia um líder de um seguidor.”

Steve Jobs

Uma das atrações que mais me tocam em EPCOT é o pavilhão Communicore, dividido em Leste e Oeste, logo atrás da geosfera. Foi ali em Innovations que eu vi pela primeira vez a ligação mundial da televisão por satélite, a cozinha do futuro com uma panificadora que só pedia os ingredientes e uma lavadora que tirava as manchas e sujeira com ultra-som. Tirando esta última, hoje eu tenho as outras duas, que não são mais novidade nenhuma. Agora mesmo enquanto escrevo, estou ligado na live365, ouvindo música da Disney para me inspirar.

One of the attractions that can really move me on in EPCOT is the pavilion Communicore, divided into East and West, just passing the geosphere. I saw there for the first time in Innovations the world connected by satellite television, the kitchen of the future and a baker machine that only asked for the ingredients and a washer that would clean and wipe stains using ultra-sound. Except the last, now I have the other two, which no longer astound me. Right now as I write, I’m connecting live365, enjoying Disney music to inspire me. By the way, the song? EPCOT medley.


Então, os parques não vão cruzar os braços diante do progresso da técnica. Em primeiro lugar, porque não há a alquimia de planejar uma viagem, de tomar um avião, de chegar e buscar hospedagem, de pegar o ônibus, entrar nas filas, sentir calor ou enfrentar a chuva, sentir a alegria ou o medo das outras pessoas, voltar para o hotel cheio de compras e afundar nos colchões mais fofos do mundo. Por outro lado, o número de novos clientes só faz crescer em todas as faixas de idade.

So, theme parks won’t simply stop facing the progress of technique. First, there’s no alchemy like planning a trip, embarking a plane, arriving and going to the hotel, picking the bus, facing the lines, feeling warm or facing rain, feeling the joy or fear coming from nearby people, coming back to the hotel full of purchases and sinking into the smoothest mattresses in the whole wide world. And yes, the number of new clients is growing in all age groups.


O que faz falta nos parques de Orlando? Falando em nome dos brasileiros, não ha um pavilhão para o nosso país, ainda que sejamos um dos três maiores contingentes de visitantes e já demos à Disney inspiração para dois clássicos e muitos curtas-metragens.

What do I miss in Orlando theme parks? First, as a Brazilian, there is no pavilion meant to my country, even though we are among the three greatest groups and gave Disney inspiration for two classics and so many shorts.



As atrações estão cada vez mais radicais, deixando os idosos cada vez mais de lado. Estarão esquecendo-se do poder de consumo desta faixa? As atrações menos sacolejantes vão sumindo uma a uma: World of Motion, Country Bear Jamboree, Living Seas, o antigo Universe of Energy, Kitchen Cabaret, Journey Into Imagination e Horizons. Então aqui vai uma sugestão para os imagineers: vocês conhecem o Museu de Madame Tussaud? Pois bem. Que tal termos um pavilhão com dioramas onde possamos passear pelos filmes, tirando fotos com audioanimatrônicos de Peter Pan ou com os hipopótamos bailarinos de Fantasia? Isto permitiria um mundo de fotos, filmes e recordações.

Attractions are getting more and more radical, leaving the elderly behind. Are they neglecting the expenditure power of this age group? The milder attractions are being extinct one by one: World of Motion, Country Bear Jamboree, Living Seas, the old Universe of Energy, Kitchen Cabaret, Journey Into Imagination and Horizons. So here goes a free suggestion to the imagineers: you certainly know Madame Tussaud’s Wax Museum? Well then. How about a pavilion with dioramas where we can walk through the classics, picking photos with audio animatronics as Peter Pan or the dancing hypos from Fantasia? This would allow a new world of memories and footage for free publicity in the web.


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domingo, 21 de agosto de 2011

QUANDO O HOMEM SONHA – A MAN HAS DREAMS – GOOGLELAND VERSUS DISNEY 2

“Why is drug addicts and computer aficionados are both called users?”

“Por que os viciados em drogas e os fãs de computadores são ambos chamados usuários?”

Clifford Stoll

A população cresce a tal ponto e o índice de mortes caiu tanto que o número de idosos nunca foi tão grande. Idosos, como eu (caramba) que ainda têm mente ativa (não tome este blog como exemplo!). Viajar. Mesmo para quem pode, tornou-se um problema sério. Há gerações atrás, seríamos postos de lado como móveis empoeirados. A nossa mente está indefesa como nunca na História, e as recordações boas nos impele à esperança de vermos dias felizes.

Population grows at such rate and the death rates fell so much the number of aging people has never been so big. Elderly, like me (sigh) who still have na active mind (do not take this blog as an example!). Travel. Even to the few who can spare it, became a serious problem. Generations ago, we’d be put aside like dusty furniture. Our mind is helpless as never in History, and good memories impel us to the hope of happier days.



OK. Atrações radicais só na próxima encarnação, ou assim, virtualmente. Ei! Um dia eu vou ter isto na minha própria sala! Se você acompanhou esta série, falei de um capacete e de uma poltrona que simula os movimentos. É claro que eu não desejo passar mal em casa: a poltrona terá ajustes para diminuir o sacolejo. E eu poderei parar a qualquer momento, o que não aconteceria na Kumba! Pronto. Está montado o campo de batalha para conquistar os usuários nas suas próprias casas. Do mesmo modo que poderemos andar em tempo real por qualquer rua do planeta, teremos à disposição todos os elementos dos parques, inclusive com sensações táteis graças aos macacões e luvas com sensores. Recapitulando: quando estes aparelhos forem colocados à venda e for vencida a batalha da memória e da rapidez de transferência de dados, é fatal que tudo isto vá acontecer. E eles já sabem disto.

OK. Radical rides for me only next incarnation, or lie this, virtually. Hey! I’ll soon have all this in my own living room! If you’re reading these posts, I wrote about a helmet and a seat simulating movements. Of course I don’t want to feel sick at home: the seat will provide easement of the shakes. And I can halt any moment, what would be impossible when riding the Kumba! So. This is the next war field to conquer users in their homes. The same way we’ll be able to stroll through any street in this planet, all elements of the parks will be available, including touch sensations thanks to suits and gloves with sensors. In short: when these gadgets are on sale and the battle for memory and fast data transference is won, all this will be sure to happen. And they know it.

Continuaremos – To be continued.

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sábado, 20 de agosto de 2011

QUANDO O HOMEM SONHA – A MAN HAS DREAMS – GOOGLELAND VERSUS DISNEY 1

“The empires of the future are the empires of mind.”

“Os impérios do futuro são os impérios da mente.”

Sir Winston Churchill

Dias atrás eu fazia minha caminhada matinal quando me deparei com um carro da Google Earth mapeando a vizinhança. Quando voltei e peguei o computador, li que a Google compraria a Motorola Dois fatos isolados que dizem muito, se associados. O Google Earth trouxe a realidade das ruas do mundo inteiro para dentro das casas e uma possível compra da Motorola distribui todos os tipos de serviço para onde o usuário estiver. Hoje faz parte do cotidiano o vôo imediato para qualquer ponto do planeta, pois está tudo sendo registrado em 360 graus. Um dia isto se fará ao vivo, online, estabelecendo uma nova definição ao verbo viajar. Entrar num museu, num teatro, em qualquer lugar público será possível desde que se pague... Ou se gaste a moeda da Internet, a atenção, o acesso.

Days ago I was doing my morning walk when I saw a Google Earth car mapping my neighborhood. Just when I returned and turned on my computer, I read Google would buy Motorola Two isolated facts that mean a lot when associated. Google Earth brought the reality of the streets all over the world to out living rooms and the possibility of purchasing Motorola will distribute all kinds of service wherever the user is. It’s part of out routine the immediate flight to any point of the planet, because everything is being registered in 360 degrees. Someday this will be done live, online, establishing a new definition to the verb to travel. Getting into a museum, a theater, or any public building will be possible for a reasonable price... Or spending the Internet currency, a attention, the access.


Isto nos sugere que esta guerra de mentes invadirá o mundo real dos negócios. Quem explorou este blog já entendeu que tenho veneração pelos parques temáticos; menos pela adrenalina dos brinquedos do que pela fantástica direção de arte dos imagineers. Sem entrar muito no exame dos problemas econômicos que sacodem o mundo e que tendem a piorar, é verdade que alguns países como o Brasil logrou equilibrar suas riquezas com uma distribuição razoável de renda. Como nosso país, outros emergem para um cenário antes reservado para oito grandes economias, proeminentes na segunda metade do século XX.

This suggests the war for the minds will soon invade biz world. If you explored this blog you understand I venerate theme parks; less from the adrenalin the rides provide than the fantastic art direction by the imagineers. Without pretending to study economic problems that shake the world and tend to get worse, it is true some countries like Brazil attained to balance wealth with a reasonable distribution of income. Like our country, others emerge to a scenario previously reserved to eight great economies, preeminent during the second half of XXth Century.


Então haverá uma luta para capturar esta classe media emergente que não pode gastar dinheiro viajando, mas gastará tempo na frente de uma tela de computador. Ao vivo versus virtual. Quem vencerá? Ambos. Examinemos.

So there’ll be a struggle to capture the emerging medium class that can’t spend money travelling but time in front a computer screen. Live versus virtual. Who’s going to win? Both. We’ll see why.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

QUANDO O HOMEM SONHA – A MAN HAS DREAMS – GOOGLELAND 3

“The future ain’t what it used to be.”

“O futuro não é mais como antigamente.”

Yogi Berra


Já temos os elementos para um mundo novo totalmente criado em computador, interativo, capaz de analisar e manter na memória as modificações feitas pelos usuários. Haverá interação com outros humanos? Será isto realmente desejável? Ou haverá um misto de carne e osso com a inteligência artificial? Como os governos lidarão com a ausência mental dos cidadãos? As pessoas não vivem de alimento virtual, pagam impostos, gastam energia, ainda que o outro lado possa fornecer tudo gratuitamente. Um favelado pode morar num barraco de verdade e ao mesmo tempo ser o senhor do mais rico palácio virtual. Mas a indústria não está aqui para analisar ninguém.

We have all elements to build a new world fully programmed, interactive, and capable to analyze and maintain the changes made by users. Will it be interactive with other humans? Do we need this? Or shall it be a blend of flesh and bones with artificial intelligence? How will governments deal with mental absence of their citizens? People can’t eat virtual food, they are supposed to pay taxes, spend energy, even though the other side may offer everything free. The poorest Guy might live in a real shack and yet be the lord of the most sumptuous virtual palace. But Industry isn’t here to act as a head shrink.


Haverá uma Googleland, com teatros oferecendo peças musicais em que o usuário poderá escolher sempre o assento e até mudar de lugar durante o espetáculo. Isto custará muitíssimo menos do que usar um teatro de verdade. Os ensaios podem ser abertos para aumentar o desejo de comprar um ingresso, sem que para isso tenha de viajar, hospedar-se, se deslocar, enfrentar filas, suportar vizinhos barulhentos e o problema de disputar um taxi na saída. A sensação de estar de verdade no evento será fornecida pelos sensores. O usuário poderá olhar para um canto do palco ou para o outro, ou para a orquestra.

It is certain to exist a future Googleland, with theaters offering musicals where the user may choose his seat and even change seats during the show. This will cost lots less than a real life theater. Rehearsals can be followed to increase the desire to buy a ticket, saving money to travel, rent a hotel room, move in dark streets, face long lines, not to mention noisy seat neighbors and the old problem of disputing a taxi at the end. The sensation of being there at the event shall be provided by the sensors. The user is free to look wherever he wants: look to one corner of the stage, or the orchestra.


As peças serão estreladas por atores reais no começo. Mas logo depois alguns elencos impossíveis podem ser escolhidos pelo usuário, pois os atores virtuais podem fazer qualquer coisa, alcançar qualquer nota, usando o mesmo padrão vocal dos artistas ao vivo. Então, poderemos assistir Groucho Marx cantando em dueto com Madonna, por exemplo, I Could Have Danced All Night. Eu ia dizer Groucho e Sinatra, mas já foi feito;

Plays will be starred by real actors at first. But then impossible casts may be chosen by the user, since virtual players can do anything, reach any note, using the same voice pattern of the living counterparts. So, we’ll be able to watch Groucho Marx singing a duet with Madonna, say, I Could Have Danced All Night. I was going to write Groucho and Sinatra, but this has been done.


Googleland terá bairros para cada época e mesmo reinos fantásticos, como num jogo sem objetivos específicos. Pessoas com gostos semelhantes podem viver na mesma comunidade e o usuário nunca saberá se está se relacionando com alguém vivo ou programado. A inteligência artificial saberá criar personalidades positivas e mesmo reconhecer assédios, transformando uma provocação numa frase que o outro está esperando ouvir. No próximo capítulo falaremos sobre os parques temáticos do futuro.

Googleland will offer sections of any epoch and even fantastic kingdoms, like a game without specific objectives. People with compatible tastes may live in the same community and the user may never know if he is relating with a living friend or a programmed one. Artificial intelligence shall create positive personalities and recognize harassment, transforming na attack in a phrase the other one is expecting to listen. Next chapter I’ll talk about future theme parks


Continuaremos – To be continued.

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

QUANDO O HOMEM SONHA – A MAN HAS DREAMS – GOOGLELAND 2

“The best way to predict the future is to invent it.”

“O melhor modo de prever o futuro é inventá-lo.”

Alan Kay


Quem viveu o século XX testemunhou um avanço extraordinário da tecnologia, a favor de vida e contra ela. As pessoas de mais idade, acostumadas a mudanças lentas, foram ficando para trás, esquecidas e cada vez mais apegadas à nostalgia dos “bons tempos”. Enquanto guerras arrasavam milhões de pessoas, a cura para doenças antes imbatíveis avançava nos laboratórios. Pusemos os pés na Lua 12 vezes e chegamos aos confins do Universo, desvendando seus mistérios e aprendendo que nem arranhávamos a superfície do grande segredo.

Who lived early in the XXth century witnessed an extraordinary advance of technology, pro life and against it. The elderly, accustomed to slow moves, were left behind, forgotten and increasingly attached to nostalgia of “good ol’ days”. While wars slaughtered millions of souls, the cure of unbeatable diseases progressed in the laboratories. We set foot on the Moon 12 times and reached the depths of the Universe, unveiling its mysteries and learning we had a long way to go till we face the great secret.


Mas a mudança pra valer estava acontecendo aqui e agora, debaixo dos nossos narizes. Nós vimos grandes conglomerados nascer e desabar como um castelo de areia. Em volta do ano 1910 a música era um privilégio de uma elite ou do círculo de instrumentistas. Então os rolos de gramofone, LPs, CDs, em rápida sucessão, mudaram nossos hábitos de consumo. Eu colecionei mais de 4,000 álbuns, e os vendi quando me rendi ao CD. Agora eu tenho um móvel para guardá-los e quase não abro suas gavetas. Eu ouço qualquer coisa no computador. E as lojas de discos começaram a falir. As livrarias as seguirão, e depois (suspiro) os cinemas. São coisas do passado. Se a produção tende a cair em número e qualidade, a procura de material fino vai esquentar. Os clientes de bom gosto, que eram poucos, agora são vários milhões e podem fazer diferença na web.

But the real change was happening here and now, under our noses. We have seen powerful conglomerates rise and fall like a sand castle. Around 1910 music was a privilege of the elite and circles of musicians. Then gramophone rolls, LPs, CDs, in a fast succession, changed our consume habits. I collected over 4,000 albums, sold them when CD took over. Now I have a piece of furniture to store them and seldom open its drawers. I can pick anything on the web. So music stores started to close. Book stores will follow, then (sigh) movie houses. They all belong to the past. If production tends to decrease in number and quality, the offer of nicer work will be in great demand. The few fine costumers now are counted in many millions and may make a difference in the web.


O cinema agora vem com o velho 3-D para encher as suas salas. Eu já tinha visto nos anos 50 os Três Patetas e o Possante com óculos e até me abaixei quando o Shemp jogou um bolo na minha cara! A técnica foi se aprimorando e invadiu os parques temáticos.

Cinema now comes with the old 3-D to fill up the houses. In the fifties I had seen the Three Stooges and Mighty Mouse using the glasses and even ducked when Shemp threw a cake on my face! Technique was improving and invaded the theme parks.



O próximo passo será o de refazer os maiores sucessos do cinema para o formato 3-D, e partir para o 4-D, onde os assentos reagem com movimentos à ação da tela. A Internet não vai ficar atrás e os capacetes multimídia, luvas e os assentos 4-D estarão à venda para repetir a experiência na sua sala. Luvas? Pra quê? Oh, sim. Alguns filmes serão interativos, quer dizer, você vai poder interferir no roteiro. Como? Caramba, eu não sei tudo!

Next step, redo the greatest movie hits into the 3-D format, then go 4-D, where the seats provide reaction to the scenes on the screen. Internet will not be surpassed and multimedia helmets, gloves and 4-D seats will be available to feel the same at home. Gloves? What for? Oh, yeah. Some films will be interactive, that is, you may interfere in the plot. How? Jeepers, I don’t know everything!


Continuaremos – To be continued.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

QUANDO O HOMEM SONHA – A MAN HAS DREAMS – GOOGLELAND 1

“We have a mantra: don’t be evil.”

“Nós temos um mantra: não fazer o mal.”

Larry Page


Em 1996 a Internet não conhecia ainda seus limites, mais ou menos como a América antes de 1500. Uma idéia podia valer um milhão de dólares de um dia para o outro. Estávamos todos atônitos com o mundo novo e seus indígenas. Os novos bilionários poderiam nem ter barba ainda enquanto o dinheiro virtual trocava de mãos. O mundo não estava mais sob o controle dos governos; o planeta virtual era um Western onde todos podiam dizer o que quisessem e postar qualquer coisa. A polícia passou para as mãos dos usuários. Uma nova ética virou código: por exemplo, letras em caixa alta era sinal de grito e o transgressor punido com a exclusão. Neste ano de turbulência, Larry Page e Sergey Brin criaram o Google num trabalho para a Universidade de Stanford.

In 1996 Internet hadn’t measured its limits, like America before 1500. An idea could be worth millions all out of the blue. We were astonished with the new land and its Indians. The new billionaires could be beardless as the virtual money changed hands. The world wasn’t under the control of governments anymore; the virtual planet was a rough Western where you could say what you pleased or post anything. Police was now the users. A new ethics turned into code: for instance, capital letters meant screaming and the transgressor punished with exclusion. In this turbulent year, Larry Page and Sergey Brin created Google as a work for University of Stanford.

A companhia cresceu enquanto o mundo virava de cabeça para baixo. Novos produtos foram sendo oferecidos para a comunidade global, quase todos de graça. Uma nova moeda foi criada, chamada ace$$os. Felizmente havia um mundo palpável que financiaria os sites. A concorrência passou a caçar os preciosos usuários mimando-os com o que eles desejassem.

The company has grown as the real world turned upside down. New products were offered for the global community, mostly free. A new currency was created, called acce$$. Luckily there was a tangible world to finance sites. Concurrence tried to Hunt precious users spoiling them; giving whatever they wanted.


O que vem a seguir? Vencida a barreira da memória e da rapidez da transferência de dados, serão criados o capacete multiuso (com luvas de acessório) e a poltrona 4-D. Estes apetrechos serão comuns nas casas do futuro; caros nos primeiros anos, accessíveis para a classe média em uma década. Um macacão 4-D também entrará no mercado, mas será vetado pelas autoridades por duas razões: ao levar o mundo virtual para as ruas, o usuário causará acidentes graves e sofrerá alienação descontrolada. Já existe um protótipo do capacete, mas ele ainda permite algum contato com a realidade. O capacete ideal será o que mergulhar o usuário mais profundamente na ilusão. As companhias mais bem-sucedidas serão as que trabalharem com realismo as imagens, sons, cheiros e texturas. Ao Google caberá criar a Googleland, começando com uma rua e se espalhando numa cidade, num país, num planeta. As pessoas interagirão como na Terra; a princípio sem controle, depois obedecendo a leis próprias deste mundo novo. A nova moeda será usada pelo método tradicional (transferência da conta bancária) ou ganha através de tarefas. As lojas serão visitadas in loco e os produtos demonstrados, palpáveis, adquiridos através dos métodos determinados por cada empresa. É possível que alguns produtos sejam apenas virtuais, como a compra dos Beatles ou do Plácido Domingo. Eles cantarão a sua música favorita em qualquer idioma desde que você compre seus serviços permanentemente. Outros personagens poderão interagir com você nas mais variadas formas, usando todos os seus sentidos: Nero, Einstein, Debussy, Van Gogh... Ou novos personagens excitantes, talvez um super-herói ou alguém totalmente novo.

What comes next? When the memory barrier and data transference speed are beaten, the multitasking helmet (plus gloves) and the 4-D sofa will be available. These gadgets Will be common in the homes of tomorrow; expensive in the first years, accessible to medium class in a decade. A 4-D suit will also be offered, but forbidden by authorities for two reasons: as it takes the virtual world outdoors, the user will certainly cause accidents and will be under total alienation. As a matter of fact there is a prototype of the marvel helmet, but it still allows some contact with reality. The ideal helmet will provide complete immersion into illusion. Well succeeded companies shall be the ones that treat images with deeper realism, as well as sounds, aromas and textures. Google will create Googleland, beginning on a street then a town, a country, a planet. People may Interact as we do on Earth; at first without control, the obeying the natural laws of this new world. The new currency shall be used the traditional way (bank account transference) or earned through accomplishment of tasks. Stores may be visited in loco and their products shown, tangible, bought through determined methods set by each company. It is possible some products shall be only on-the helmet; like the purchase of living Beatles or Plácido Domingo. They will sing your favorite song in any language as long as you pay for their services permanently. Other characters may interact with you assuming any personality, using all your senses: Nero, Einstein, Debussy, Van Gogh... Or new exciting characters, maybe a superhero or someone custom-made.



Continuaremos – To be continued.





























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domingo, 14 de agosto de 2011

QUANDO O HOMEM SONHA – A MAN HAS DREAMS – INTRODUCTION

“If you can dream, you can do it.”

“Se você sonhar, vai se realizar.”

Walt Disney


Eu era um garoto muito esquisito. Solitário, sonhando todo o tempo e rabiscando os blocos usados de comandas do Copacabana Palace que o meu pai (garçom) trazia pra encher meus dias. Naquela época eu criei meu próprio país, com estados, cidades, personagens, mapas, hinos, rios, montanhas, moeda, bandeiras e todos os acidentes geográficos. Nesta terra de maravilhas não havia guerras nem pobreza, e era acessível a quem pudesse sonhar com toda a força. Algumas das minhas criações recorrem às utopias da infância. Mas eu estou bem acompanhado, como vocês verão:

I was quite an unusual kid. Solitary, always dreaming and sketching in the used Copacabana Palace notebooks my father (a waiter) brought me to fill my days. By that time I created a country of my own, with states, cities, characters, maps, anthems, rivers, mountains, currency, flags and all possible geographic details. In this wonderland there were no wars, no poverty, and it was accessible to anybody who could dream deep enough. Some of my creations now and then use those utopias of my youth. But I’m in good company as you may see:





Esta série de postagens é sobre isto: as coisas que eu sonho hoje em dia e que acontecerão com certeza. Algumas são ridículas nos padrões da ciência contemporânea. Algumas podem até já existir, esperando pelo momento certo para serem lançadas. Então, permita-me dividir com você algumas visões.

And that’s what this series of posts is about. The things I dream today and will happen for sure. Some will be laughable in nowadays patterns. Some may even exist, waiting for the right time to be launched. So allow me to share some of my visions.

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sábado, 13 de agosto de 2011

MINHAS BÊNÇÃOS – BRAGUINHA

Braguinha, ou João de Barro, foi uma dádiva para o povo brasileiro. Todos nós já sabíamos disto entre 1907 e 2006, espaço de tempo em que ele permaneceu entre nós. Compositor extremamente inspirado, seu talento só era suplantado pela humildade. Eu tive a sorte de cruzar com ele duas vezes mais de perto, uma delas para sondar se ele faria uma trilha sonora para um desenho animado meu (nunca foi produzido) e outra vez cruzando a praça do Lido. Voltarei ao assunto com mais detalhes adiante...

Braguinha entendeu a alma infantil como ninguém, permanecendo quase um século com uma alma de criança e um definido sorriso ingênuo. Não foi coincidência Walt Disney tê-lo escolhido para dublar seus filmes. Quando esteve no Brasil, Disney ficou admirado com a precariedade do estúdio de som, de onde saiu (segundo ele) “um resultado melhor do que o original”.



Campeão do Carnaval, popularizou um número enorme de melodias como Pirata da Perna de Pau, Chiquita Bacana e Com Jeito Vai, entre tantas outras:


Suas músicas do “meio do ano” também chegavam rapidamente à fama, como o Carinhoso, atravessando fronteiras e chegando a Hollywood:


Mas foi por causa do seu trabalho junto às crianças que me levou a procurá-lo. Braguinha lançou uma série de contos em formato colorido e popular:


Eu estava levantando produção para Aquarius o Escorpiãozinho e precisava de saber quanto custaria a trilha sonora. Ouvi textualmente isto da boca do Braguinha: “Meu filho, eu não sei compor!” Bem, se ele não sabe, então a música não existe. Anos depois, estava passeando com o netinho Dudu pelo Lido, quando encontramos o Braguinha. O Dudu era louco pelas músicas dos disquinhos, e eu pedi um momento de atenção do compositor. Dudu cantou com ele trechos de alguns sucessos, e eu disse: “Viu, Braguinha? Você é eterno.” A isto ele apenas respondeu com um sorriso de quem já sabia, e se foi.

A sua obra foi homenageada em 1984 pela Mangueira, desfile campeão:


Além disto, Braguinha também nos legou as mais belas músicas das festas de São João (para os estrangeiros que nos acessam, acontecem em junho):


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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

MINHAS BÊNÇÃOS - MICHIO KAKU

Se o velho chavão “os menores frascos guardam os melhores perfumes” está correto, eis aqui a confirmação. Com este nome de herói japonês saído de algum mangá, o americano Michio acabou teorizando o que eu já tinha conhecimento empírico, pela lógica pura e pelas experiências paranormais que tive a sorte de presenciar nesta vida. Gastei muita energia tentando convencer as pessoas da existência de um plano paralelo ao nosso. Foi tudo inútil, ainda que as provas estivessem ali, sólidas, debaixo dos seus narizes.

A minha vida, neste aspecto, sempre foi de terrível solidão. Primeiro, porque certos eventos são pessoais e intransferíveis. Em segundo lugar, porque o medo de mudar faz com que todos busquem adaptar os fenômenos às suas próprias convicções. Paciência. Cada um aprende dentro da velocidade possível.

Até o professor Michio tem a obrigação científica de provar tudo, se não dentro de um laboratório, pelo menos no quadro-negro. Infelizmente, para quem não fala inglês, quase tudo está no YouTube neste idioma. Vamos começar com a Teoria das Cordas, base da hipótese (desculpe, eu quase disse prova) dos mundos paralelos e multiplicidade de universos. Temos aqui o som de uma entrevista muito interessante para quem entender::







Aqui ele fala da multiplicidade de universos e as bolhas cósmicas:


Os dados sobre Michio estão aqui na sempre presente Wikipédia:


Falando sobre o seu livro A Física do Impossível, ele fala sobre viagens no tempo:


O Dr. Michio Kaku, como o sol que tanto estudou, ilumina a Terra.

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

MINHAS BÊNÇÃOS – O COMPUTADOR PESSOAL

Quando se fala em computador, a primeira imagem que nos ocorre é o HAL, do clássico 2001 Uma Odisséia no Espaço (se você quer saber de onde surgiu este nome, é só avançar uma letra em HAL). HAL decide assumir o comando da nave e é desligado. Afinal, é o homem quem manda:


O sonho de expandir os poderes do ser humano já esteve num seriado popular da Republic, Rocket Man (por aqui, Capitão Cody).


Ou muito antes, inspirando romancistas como Jules Verne.


Mas nem sonhávamos em ter um computador em casa! O meu primeiro contato com esta máquina maravilhosa aconteceu com o ATARI 800, um passo à frente do famoso joguinho! Mas logo pulei para o ATARI ST, com fantásticos 4 Mega de memória. Já naquele tempo a concorrência se fazia feroz! Daí para o XE foi um pequeno passo para o homem, mas um salto gigante para o Stil:




Os cartuchos BASIC nos permitiam até ousar na programação de pequenos jogos. Eu entendi que a minha vida nunca mais seria igual, bem como a vida em todos os lares da Terra. Especialmente, eu possuía a melhor máquina de escrever do mundo! Poderia tirar quantas cópias quisesse! Isto parece bobagem hoje em dia, mas era um milagre nos anos 70. Então, aqui presto meu tributo a um dos gênios do século XX, Bill Gates e ao Word for Windows:


E ao querido Steve Jobs, um dos criadores da Apple, que sigo no Twitter:


A realidade estava em nossas mãos desde o aparecimento do Photoshop. As mulheres viraram deusas; o controle das cores, contrastes, layers, efeitos, estes mistérios exclusivos dos melhores artistas estavam ao meu alcance! Obrigado, Adobe!


Vamos enumerar outras bênçãos que tão generosamente nos são oferecidas a todo momento:











É claro que acesso muitos outros sites todos os dias, mas estes são básicos.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MINHAS BÊNÇÃOS - DR. MARTIN COOPER

Toda a minha vida eu tive um problema com pessoas que chegavam atrasadas, ou pior, que faltavam sem avisar. Lembro-me de um episódio destes, na esquina da Rua Santa Clara com Avenida Copacabana. Naquela ocasião eu fantasiei que poderia me comunicar mentalmente e saber se ela viria ou não. Acabou-se a minha paciência, eu voltei para casa. Ainda bem, pois ela nunca apareceu. Eu até me lembrei do Dick Tracy e o seu comunicador de pulso. Como os quadrinhos se antecipam à História!


Certamente eu não era o único a desejar um telefone móvel. Não se trata de um walkie-talkie, pois apenas duas pessoas poderiam se comunicar assim. Por exemplo, alguém no telhado ajeitando a antena e outro em frente à TV dizendo: “Está bom! Agora sumiu! Para aí mesmo!” Aliás, a TV a cabo e por satélite também acabou com esta agonia.

Quando muita gente quer uma coisa, as empresas começam a botar o chapéu pensante para funcionar.


Os Laboratórios Bell já haviam lançado a idéia em 1947, mas quem surgiu com o protótipo foi a nossa bênção, Dr. Martin Cooper, da Motorola. Foi ele quem fez a primeira chamada no telefone celular, em abril de 1973. Para quem? Para o seu rival, é claro. Uma idéia luminosa.


Para quem quiser se aprofundar mais no assunto, não ligue para mim, pois junto com o primeiro celular veio a primeira conta. É só acessar esta página e aprender sobre uma das pessoas que mudaram completamente o modo de vida na Terra:


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