sexta-feira, 26 de agosto de 2011

QUANDO O HOMEM SONHA – A MAN HAS DREAMS – CIDADES-ESTADO

“Everything is funny if you can laugh at it.”

“Tudo é engraçado, desde que você ria.”

Lewis Carroll


Os Profetas da Maldição têm razão: há preocupações de sobra à nossa volta. Para falar a verdade, a Armageddon já aconteceu no momento em que o primeiro homem pisou na Terra, e agora o planeta tem que se safar do intruso. Que bomba nós estamos deixando para as próximas gerações, hem? Mas será que todos os países estão no mesmo patamar? Como vamos reagir aos desafios que podem nos jogar de volta às cavernas?

The Prophets of Doom are right: there are enough worries all around us. To be precise, the Armageddon already happened right when the first man stepped on Earth, and now the planet has to get rid of the intruder. What a bomb we are leaving to the next generations, huh? But are all countries at the same level? How are we going to react to the challenges that might throw us back to the caves?


O desafio econômico: a História se repete? Já vimos impérios crescendo e caindo aos pedaços. Como o corpo humano, a economia tende à obesidade. Desperdiçar quer dizer crescer; as peças têm de ser repostas e dar lucro aos investidores. A humanidade cresce desigualmente e a grande maioria não tem as mesmas condições de consumo das gerações passadas. Como crescer, então? Criando mais objetos de desejo, tornando obsoletas as coisas que acabamos de comprar. É esta a causa do crescimento da tecnologia: a ganância, não o amor pela pesquisa. Paciência. Somos assim, temos de nos aceitar deste jeito. O passado nos ensinou que as grandes tensões (e a peste negra) nos levaram a guerras de extermínio; e daí resultaram os grandes períodos dourados como a Renascença. Não há nada de novo sob estes céus. Algum conflito dará jeito no desequilíbrio.

The economic challenge: History repeats itself again? We’ve seen empires growing then falling apart. Like the human body, economy tends to obesity. Waste means growth; the pieces must be replaced to generate profit to the investors. Humanity grows uneven and most of us can’t cope with consumption conditions of past generations. How do we grow, then? Creating more desirable objects, making obsolete the things we just bought. This is what moves technology: greed, not the love for pure research. Patience. This is the way we are, let’s accept ourselves. The Past teaches us the great tensions (or the plague) drove us to annihilation; thus resulting golden eras like Renaissance. There’s nothing new under the Sun. Some major conflict shall bring economy to balance.



É ingênuo achar que algum país passará incólume à tragédia econômica. Estamos todos ligados. Se alguém afunda na África, outro se afoga na Austrália. Não tenho idéia da extensão de um choque econômico. As moedas vão deixar de existir? Os bancos vão se tornar obsoletos? Vamos trocar nosso sofá por uma pizza? É certo que os governos municipais vão tomar alguma providência, criando círculos de abastecimento e de serviços em volta das grandes cidades, no modelo das cidades-estado, que funcionavam muito bem na Antiguidade. Isto evitará o encarecimento por causa do transporte e da especulação. Mas resultará num aumento da rivalidade entre as cidades e talvez no fim da unidade dos governos centrais.

It’s naive to believe some country can pass tragedy unharmed. We are all connected. If someone in Africa falls into the ocean, another guy drowns in Australia. I have no Idea of the extension of an economic chaos. Will currencies disappear? Will banks become obsolete? Are we going to trade our sofa for a pepperoni pizza? It is certain the Municipal governments should take the right steps, creating circles of supplying and services around the great cities, following the model of city-states, which worked so well in ancient times. This avoids the increasing of price by transportation and speculation. But can result in the stress of rivalry among cities and the end of unity of central governments.


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