sábado, 11 de fevereiro de 2012

E pur si muove

Neste fim de ano fiquei zapeando os canais de TV à espera de 2012. E bati com a imagem de uma das mais admiráveis mentes de dois séculos, o cientista Stephen Hawking, que ainda se comunica com o mundo através de um aparelho capaz de driblar sua total imobilidade. O programa falava da inexistência do tempo num buraco negro e, por conseqüência, a inexistência de Deus. A lógica matemática demonstra que, se não havia tempo antes do “Big Bang” que espalhou a matéria pelo universo, também não havia a intenção de que isto acontecesse. E também a ausência do seu autor. A matéria concluía com a declaração em voz cibernética que “portanto não haveria vida após a morte”. Se o maior gênio da nossa época afirma com tanta certeza, quem somos nós para contestar?


At the end of 2011 I was changing TV channels while waiting for the rise of 2012. So there was the image of one of the most admirable minds of two centuries, the scientist Stephen Hawking, who still communicates with the outside world through a gadget able to dribble his complete immobility. The program was about the inexistence of time inside a black hole and, as a consequence, the inexistence of God. The mathematical logic demonstrates that, as long as there was no time before the Big Bang that sprayed matter through the Universe, there wasn’t either the intention to perform it. And the existence of an author. The documentary would finish using the cybernetic voice stating that “therefore there is no life after death”. If the greatest genius of our time guarantees it so clearly, how can we contest?

www.youtube.com/watch?v=yEKRiGPGvaA

Isto me fez lembrar Galileu diante da Inquisição, furiosa com sua declaração pela qual era a Terra que girava em torno do sol e não o oposto, como dizia o texto sagrado (Josué 10:13) “E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos.” Galileu negou o que havia dito, mas murmurou entre os dentes “E pur si muove”, o oposto das palavras sagradas. Aqui somos o Galileu às avessas. Temos o direito de pedir licença e modestamente divergir do Sr Hawking, certo? Ou terá a Ciência se sentado no trono do Vaticano?

This brought me back the image of Galileo facing the Inquisition, furious with his statement that the Earth orbited the Sun and not the opposite, as written in the Bible (Joshua 10:13) “So the sun stood still, and the moon stopped, till the nation avenged itself on its enemies, as it is written in the Book of Jasher. The sun stopped in the middle of the sky and delayed going down about a full day.” Galileo denied what He had said, but still mumbled “E pur si muove”, the opposite of the sacred words. Here we are Galileo upside down. We have the right to ask time and modestly diverge Mr Hawking, right? Or has Science been sitting on the throne of the Vatican?

www.youtube.com/watch?v=jVTDN1ivnBE

www.youtube.com/watch?v=z11inivuIII

Em primeiro lugar, podemos propor a multiplicidade de universos e dimensões, uma infinidade deles. A criação deixaria de ser um privilégio nosso e o tempo, ao contrário de limitar-se à linha que vai do Big Bang aos dias de hoje, ir infinitamente para trás e por analogia, infinitamente para frente. Mas isto, é claro, não define Deus como criador. Somos nós os criadores de Deus à nossa semelhança. Damos a Ele um propósito e um atributo, o de observar o nosso progresso. Em outras palavras, para entendê-Lo, o reduzimos à nossa pequenez. E então me ocorreu quão pouco a História reconhece como avanço na área espiritual as experiências isoladas de médiuns ou estruturadas de pesquisadores. O instrumental deste “ramo” científico é o de pesquisar a mente dos antenados e tentar organizar as informações num gigantesco quebra-cabeça de peças que nem sempre se encaixam. O método científico pouco se aplica aqui, e os menos corajosos desistem nos primeiros passos.

First, we can propose the multiplicity of universes and dimensions, infinity of those. Creation would no more be a privilege of men and time, instead of being limited from the line that goes from the Big Bang to our days, travelling infinitely backwards and using analogy, infinitely forward. But this, of course, can’t define God as creator. We created God according to our resemblance. We gave Him a purpose and an attribute, to check our progress. In other words, to understand His nature, we’ve reduced divinity tp pur mediocrity. So it came to mind how little History recognizes as an advance in the spiritual area the isolate experiences of mediums or even the structured conclusions of the researchers. The instruments of this scientific “branch” is limited to penetrate the minds of those with natural antennae and try to organize information in a gigantic puzzle using weird non-fitting tiles. Scientific method can hardly fit here so the weak adventurers soon drop out.

www.youtube.com/watch?v=4xcKbdZuuao

Assim, as novidades no campo das pesquisas vão sendo esquecidas e o trabalho pioneiro de pessoas como o Professor Mário Amaral, por exemplo, se dilui com a morte (OK, o passamento). Foi ele que, sem usar estas palavras, disse a mim, aluno atônito com suas próprias experiências: “E pur si muove”. Pois eu movi um pêndulo dentro de uma redoma sem tocá-lo, ouvia vozes, via “coisas”, previa fatos, deixava passar pela minha matéria outras personalidades, e todas estas coisas com que os leitores dos artigos aqui publicados não se admiram mais. Mas por causa delas, aos doze anos, eu fui convidado a me desligar do Colégio São Bento, quando foi recomendado à minha mãe que me levasse a um bom psiquiatra, pois eu dizia coisas em transe fora de aula. Na ocasião, mesmo sendo espiritualista, até ela chegou a desconfiar da minha sanidade. É esta a força da Ciência quando se vê contrariada. Felizmente a ela nos aliamos.

So, news in the field of research are soon forgotten and the Pioneer efforts of people like Professor Mário Amaral, for instance, is lost with his death (OK, the crossing). He was the one that, in other words, told me, an astonished pupil with my own experiences: “E pur si muove”. In his lab I moved a pendulum without touching it, heard voices, saw “things”, preview facts, lent my matter to other personalities, and all these things you readers see in the articles with no awe. But because of those, at 12, I was expelled from the Catholic São Bento College, when a priest told mom to get me a good psychiatrist, because I said things in a trance. Even though she was a spiritualist, even she wondered about my sanity. So this is the strength of Science when cornered. Happily enough to the Science we have allied all these years.

http://www.pensesp.blogspot.com/

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